quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mais fotos



Clique para ir direto ao album de fotografias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Aprendendo a ser jornalista

(Por Leandro Chaves, Dayana Soares e Moisés Lima)

Samyr Farias, 19 anos, cursa história pela manhã e filosofia à noite na Universidade Federal do Acre (Ufac). Por falta de tempo, não assiste muito à televisão, mas quando pode reserva um momento do seu dia para ela. O estudante, assim como muitas pessoas, sempre quis saber como são os bastidores de um programa. Na noite do dia 15 de outubro, Samyr teve a oportunidade de conhecer o processo de produção para a TV.

O acadêmico de história, juntamente com mais 19 interessados, participou da oficina "Desafios da Produção para TV", ministrada pela produtora Surama Chaul. O mini-curso fez parte da programação da Segunda Semana Acadêmica de Comunicação (Seacom), promovida pelos alunos do sétimo período do curso de Comunicação Social/Jornalismo da Ufac.
A semana acadêmica aconteceu entre os dias 13 e 17 de outubro, sendo os dias 15 e 16 dedicados às oficinas, realizadas nas salas de aula e laboratórios do curso de jornalismo da Ufac, no bloco Walter Félix.

"Eu gosto de televisão e queria estar inteirado desse processo. A oficina foi muito boa e a linguagem utilizada pela instrutora foi simples, possibilitando às pessoas que não têm contato com a área, como eu, o entendimento, sem dificuldades", comenta Samyr, que participou também do mini-curso de Comunicação Visual com o professor e publicitário Gilberto Ávila, no dia 16.

Samyr foi um dos poucos acadêmicos que não estudam comunicação a participar da Seacom, diferente de Renan de Souza, 21 anos, que cursa o quinto período de jornalismo na Ufac. Renan se inscreveu nas oficinas de Diagramação, ministrada pelo webdesigner e jornalista Maurício de Lara Galvão e Jornalismo Ambiental, com o professor e também jornalista Wagner Costa.

O estudante de jornalismo afirma que o meio ambiente tem sido pouco valorizado e como futuro comunicador, pode contribuir com a conscientização sobre o mesmo. "A oficina foi dinâmica com um bom material que envolvia a história do jornalismo ambiental e tornou mais evidente a noção que o jornalismo acreano é envolvido com o governo. Ou seja, o jornalismo divulga sobre o desenvolvimento sustentável, mas não o questiona", afirma.

Possibilidades e Desafios

* Matéria de Antônio Cláudio, para o Seacom Impresso

Quando surgiu a proposta de fazermos algo diferente relacionado a projeto de extensão, pensamos de imediato qual seria o tema para tal atividade. A escolha do tema culminou com vários encontros, várias sugestões e poucos resultados. O “primeiro” passo da II SEACOM exigiu preciosos minutos de discussão.
Inicialmente surgiu várias idéias, no entanto, o principal desafio era escolher um tema que contemplasse o maior número de sugestões. Resolvemos então fundir algumas idéias, após cada acadêmico defender sua idéia a luz do que propunha o projeto. Uma coisa era consenso, queríamos um tema que instigasse a comunidade acadêmica, bem como os profissionais da comunicação.
Depois de muito debate decidimos que a II SEACOM deveria ter como tema: Possibilidades e Desafios. Este tema no entendimento da turma, permite aos interessados pela comunicação avaliar as transformações e tendências que norteiam o comunicador do futuro.
Quando o tema da II SEACOM foi definido, o próximo passo foi filtrar as várias idéias que surgiram com relação as oficinas que iriam ser oferecidas. Levamos em consideração as necessidades de mercado e profissionais disponíveis para ministrar um trabalho de alto nível.
Outro ponto bastante importante e previamente discutido pela turma, diz respeito a arte para divulgação da II Semana Acadêmica. As idéias foram acolhidas e posteriormente foram lapidadas pelo professor do curso Gilberto Ávila, responsável pela arte final.
O desafio foi aceito, esperamos que os frutos possam ser tão saborosos, quanto fazer parte desta turma de “futuros” comunicadores. A II SEACOM foi e será “sempre” campo fértil para os vários matizes que permeiam a comunicação do futuro. Até a próxima possibilidade/desafio.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Enquete

Durante os dias de Seacom, nós pedimos a algumas pessoas que participaram das atividades do evento que respondessem a seguinte pergunta:


Em que a Seacom foi importante pra você?







“Antes eu não sabia o que era o jornalismo e a Semana contribuiu para conhecer melhor esse universo que eu estou ingressando.”

Igor Oliveira, acadêmico do 1º período de Jornalismo.










“Serviu para mostrar o quanto eu gosto da profissão e o quanto eu quero ficar nisso. A importância da gente se aprimorar mais todos os dias e ser um bom profissional.”

Manu Falqueto, acadêmica do 5º período de Jornalismo.









"Eu achei bem interessante, afinal, eu, estudante do Ensino Médio, já apaixonada pelo Jornalismo... fiquei ainda mais encantada pelas várias áreas que eu posso atuar."

Nareza Barros, estudante do Ensino Médio.










Veio engrandecer mais o que eu já sabia. Durante as oficinas, descobri a importância da diagramação, o poder das palavras e das letras.”


Saulo Negreiros, acadêmico do 1º período de Jornalismo.











“Despertou muito a minha curiosidade sobre o área."

Arlan Hudson Souza Silva, acadêmico do 6º período de Geografia.









“Achei construtivo! A palestra do Capaverde abriu horizontes, porque eu descobri um leque de possibilidades que eu não conhecia.”

Bruno Flangini, acadêmico do 1º período de Jornalismo.











“A oficina de fotografia ampliou meus conhecimentos e me fez gostar mais dessa arte, sobretudo da fotografia regional.”


Tiago Teles, acadêmico de 5º período de Jornalismo.










“É sempre um momento de troca. Eu, que vim de outra cidade, aprendi muito. Já participei de muitas semanas acadêmicas.
Fiquei surpreso e muito feliz com a organização.”


Luiz Gonzaga Capaverde, palestrante da 2ª Seacom.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O blog


O endereço do blog não saiu nos spots para rádio, porque quem ouve, pode ter dúvida na grafia. Mesmo com pouca divulgação, estivemos com um grande número de visitas. Com uma média de 160 visitas ao dia. Contamos com 4 colaboradores, além de mim, Igor e Joseph, mais o professor Gilberto. E já são 55 posts, mais os textos que pretendemos registrar e que ainda estão sendo construídos.
Ele tinha outro layout, acrescentamos um monte de coisinhas na coluna do lado, o Igor fez um gif com o cartaz da Seacom. E assim reunimos nesse blog, não apenas nossas opiniões e vídeos, mas parte da grande quantidade de conteúdos que circulou nesses 5 dias e que ainda circula pós Seacom. Isso tudo através de uma linguagem um pouco mais leve, com fotos ilustrativas e muitas atualizações, para que ficasse legal ver e se ver por aqui.
Agradecemos a todos! Principalmente, os que fizeram poses, os que sugeriram pautas, os que leram e os que foram nos defender. Porque o blog tem uma postura informativa, de entretenimento e é uma eficiente ferramenta. Acho que até nos detalhes da Seacom, como foi esse blog, tem uma mensagem sobre a importância da comunicação e por isso fica aqui registrado o incentivo, através de nós, para que todos explorem mais a Internet, tenham seus blogs, divulguem suas opiniões, conectem-se!

Pós produção


Fim do projeto:
Responsabilidade com os convidados;
Certificados;
Confecção do Jornal da II Seacom;
Entrega de fotos para a coordenação;
Conclusão das clipagens;
Avaliação da Aleta;
Fase final do edital de incentivo – entrega do material;

Comentário do fim

Acabou e eu estou feliz.
Parece errado, eu devia estar triste.
Não, não é uma contradição. Eu estou feliz.
Tudo tem sua hora de acabar. Imagine um mês de Seacom!?
Eu estou feliz, porque não vou receber mails de cobranças, nem vou ter que enrolar no trabalho pra sair uma hora mais cedo, ficar em reuniões até a hora que não tem nem ônibus mais rodando dentro da Ufac, vou poder faltar e ninguém me esculhambar, usar outras roupas sem ser a fardinha, vou dormir aliviada, kkkk...
Ops, não é isso. Até que tudo isso dá alívio. No fim de semana, pós Seacom, dormi dormi dormi, porque eu estava cansada por uma semana inteira, mas isso aí não é a ‘verdadeira felicidade’.
Eu comentei que eu queria ter tido uma semana dessas quando eu entrei na faculdade. E nós fizemos a diferença, proporcionamos isso para os demais. Estou feliz porque acabou bem, a semana lotou, bombou, detonou e tudo mais. Eu pude ouvir falar de diagramação de alguém que trabalhou na Super Interessante, ouvi sobre jornalismo ambiental de um professor que tem mestrado nessa área, conversei sobre rádio com o responsável pela Rádio Aldeia e por aí vai, tivemos ótimos profissionais, que estão no mercado, dando dicas e orientações. Todas palestras acrescentaram, em muito, até para nós que estamos no fim de curso. E andei pra cima e pra baixo com uma câmera fotográfica e as fotos dentro e fora de sala (em sua maioria) estão legais.
Eu não tenho a menor noção de desenho e consegui me intrigar e me desafiar com a charge. Eu ouvi tudo de novo com fonoaudióloga e percebi que meu sotaque ainda ta ruim e que eu poderia ter trabalhado mais minha voz. Eu fiquei com vergonha de dar entrevista para o 5º período e um dia desses, eu mesma, estava fazendo aquilo também. Tive que pedir ajuda com os ‘html da vida’, pra conseguir fazer uns posts mais legais pra esse blog. Fora que era empolgante a movimentação na Ufac, até sair da Ufac e ir pra outro ambiente, como foi no auditório da Biblioteca da Floresta, também foi bom, porque exploramos outros espaços, saímos da rotina.
Eu estou feliz porque meu certificado de projeto de extensão é merecido. Porque todas as críticas e elogios para a organização vão ser merecidos também. E discutir comunicação, as possibilidades e desafios, antes de tudo é um bem para nós mesmos. E eu já estou no milésimo post no dia de hoje e ainda não explorei tudo que vi, ouvi e percebi nessa semana. Mas, eu estou feliz.

Jornalismo e Convergência de Mídias Digitais

(Por Elynalia Lima)


Palestra do professor Gelson Antônio Barbosa sobre Convergência
de Mídias Digitais é tema da palestra de encerramento da II Seacom.


Depois de uma semana corrida e trabalhosa, a II Seacom encerra seus trabalhos em estilo de inovação, com a palestra “Convergência das mídias digitais” com o Professor Esp. Gelson Antônio Barbosa da Fadep de Pato Branco – PR.

Gelson é um fanático por novas tecnologias. “Tenho uma vontade enorme de novas tecnologias”, confessa. Mas, e quem não tem, não é verdade? A cada novidade, as pessoas ficam maravilhadas e já querem trocar aquele celular que compraram na semana passada pela nova atração telefônica do momento. Segundo o palestrante, o celular é a mídia digital com mais tipos de convergência, pois, em um único aparelho, pode-se acessar a Internet, jogar, filmar, fotografar e “às vezes, até telefonar”.

Mas, ao mesmo tempo em que há o encanto com essas novidades, elas tornam as pessoas dependentes do seu consumo e é por isso que toda essa tecnologia bombardeia o mercado consumidor tanta velocidade. Este é um caso preocupante, levando-se em conta a temática pelo lado ambiental. De acordo com o que disse o professor Wagner Costa em sua oficina sobre Jornalismo Ambiental, ministrada durante os dias de Seacom, o crescimento estrondoso das tecnologias e do consumismo exagerado não visa o futuro dos produtos que serão descartados por falta de uso, acarretando, assim, a degradação do meio ambiente.

E o que essa temática tem a ver com jornalismo? Simples: essas convergências de mídias fazem com que a notícia chegue mais rápido ao público. Chegando mais rápido, muitas vezes “a notícia da hora” não é apurada e esta não apuração dos fatos é perigosa tanto para quem noticia quanto para quem é noticiado. “Essa notícia não apurada pode até acabar com a vida de alguém”, afirma Gelson. Portanto, são importantes essas convergências de mídias? São, mas não se pode deixar o ser humano de lado. O jornalista não deve acompanhar esse ritmo apenas pela pura competição de quem noticia mais rápido.

Vislumbre


Eu ouvi uma pessoa dizer no corredor:
Pessoa 1- Meu Deus! Eu estou no curso errado!
Pessoa 2- (risos) É divertido aqui em Jornalismo né?

E o que teve no último dia?


Teve lista de presença, rolou nosso vídeo dos bastidores, teve os lanchinhos dos formandos, muitassss fotos, tinha na organização aquele cansaço de quem faz um trabalho bem feito, teve uma palestra com um grande entendedor, teve chuva também, não deu pra ter festejo e teve por fim a satisfação da conclusão!

Oficina de Voz

Uma das oficinas mais concorridas para o segundo dia, foi a Oficina de Voz, com a fonoaudióloga Gisele Morais. Pois que a voz é uma grande preocupação para os jornalistas que pretendem se expor habilmente junto ao microfone. Assim a oficineira afirma que não se deve ter vergonha de freqüentar os consultórios fonoaudiológicos, porque ainda há muito para se aperfeiçoar na área.
Através da ampla experiência de Gisele, foram apresentados técnicas e conceitos importantes por meio de dinâmicas e leituras. Logo os mais inibidos juntaram aos demais e dançaram, fizeram caretas, trabalharam em duplas e até modularam as vozes.
(modular voz, quer dizer que eles alteraram o tom de voz, é uma forma de trabalho muito usada em locuções).
A primeira dinâmica foi com cartas, uma variação do jogo da memória, onde cada qual procuraria sua carta semelhante, fariam duplas, conversariam e então a oficineira trabalharia a postura para apresentação. Foram comentados muitos cacoetes, como falar mexendo o cabelo, ou sacudindo uma caneta e trabalhou-se a melhor postura para voz.
Depois de terem sido observados os erros, ao som de música e com os olhos fechados, foi trabalhado o corpo. Com muita movimentação e relaxamento. O que descontraiu o ambiente, mas tinha em si a função de conhecimento do corpo e combate a inibição, todavia os mais soltinhos já estavam coreografando ‘no escuro’.
Iniciou-se um bate papo sobre sensações e profissão. Foi explicada a anatomia das pregas vocais e dicas para um melhor desempenho. Seguindo com os trava-línguas, para que além de provocar risos, cada um trabalhe sua leitura e o domínio da língua. Por mais que pareça brincadeira de criança, Gisele conta que é um ótimo exercício que ela aplica, sendo dificultado com a repetição dos trava-línguas com um lápis na boca. Cada qual levou seu papelzinho de trava-línguas para dar continuidade ao trabalho em casa.
Então por fim vieram os conceitos de lingüística, de oralidade, dicção, para também ter uma melhor leitura. Repetição: “a, á, é, ê, i, î, o, ô, u. Gente, abre a boca! Outra vez. Agora as consoantes: bã, cã, dã...”
Antes do final, a oficineira compartilhou sua experiência local, pois que ela trabalhou na Tv Gazeta local, conta que o trabalho dela era de acompanhamento diário. E ela divide com a turma que através dessa oportunidade na tv, ela pôde ir fazer estágio na Globo de São Paulo, logo descrevendo o cotidiano e rotina dos famosos jornalistas, explica que todos, do repórter ao Willian Bonner fazem fono, mesmo porque o redator manda o texto pronto diretamente para o consultório (que fica ao lado da Globo) e lá eles trabalham o texto para as gravações.
Depois de muitas dicas, finalizou-se com uma despedida ‘em roda’. E todos vão satisfeitos, porque foi uma oficina muito rica em conteúdo e que deixou aquele gostinho de ‘quero mais’

Colegas

A maioria das pessoas reunidas nas oficinas e palestras é ou vai ser colegas de profissão. E eu achei muito legal o entrosamento que a II Seacom pôde proporcionar. Começou de nós, que tivemos que nos unir, nos falar mais, fazer reuniões e se comunicar durante todo o dia para que os resultados fossem positivos. Daí então vem a conversa com os colaboradores, com os técnicos e professores. Conversaram conosco alunos que já formaram, os que queriam vender lanchinhos e os turistas de faculdade também. Veio então a conversa para patrocínio e para os convites de oficineiros. Por fim a conversa para a divulgação, de sala em sala...
Com isso, vieram muitos colegas. Por nos conhecer em oficinas, por fazer o yôga, por alguma dinâmica, ou até por olhar o varal de charges, conversam ou simplesmente por ter assunto (seacom) em comum. Os alunos do primeiro período (que acabaram de entrar) tiveram um vislumbramento da profissão, conversaram com todos os outros períodos, e os que já eram de casa puderam conversar mais. Conversamos com os que não fazem jornalismo. Conversamos com produtores culturais, com o pessoal das bandas. Também com profissionais e meios de comunicação.. E ah, conversamos com o pessoal de fora, de outras universidades.
Houveram conversas que nós saberemos só mais lá na frente os resultados e ainda aquelas boas conversas de corredor, mas o melhor é que agora somos todos colegas!
A Seacom foi só o começo, conversem mais, que hajam mais parcerias, que firmem-se amizades, que saiam churrascos, empregos e idéias. Porque nós sabemos que a comunicação faz a diferença.